José Badim, fundador do Hospital Badim, morre aos 95 anos
José Badim Divulgação Morreu na noite desta quinta-feira (10), aos 95 anos, o cirurgião plástico José Badim, fundador do Hospital Badim, na Tijuca, Zona N...
José Badim Divulgação Morreu na noite desta quinta-feira (10), aos 95 anos, o cirurgião plástico José Badim, fundador do Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Um dos pioneiros da cirurgia plástica e reconstrutiva no Brasil, ele estava internado desde 31 de agosto e morreu no próprio hospital que fundou. A causa da morte não foi divulgada. Às vésperas de completar 96 anos, José Badim continuava na ativa. Segundo a família, ele ia diariamente ao hospital, mantinha o consultório e acompanhava a equipe em cirurgias. Ao longo de mais de sete décadas de profissão, participou do desenvolvimento da cirurgia reconstrutiva no país, realizou procedimentos inéditos e formou gerações de médicos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Em 1968, foi responsável pelo primeiro reimplante de mão realizado no Brasil. Também participou do primeiro reimplante de couro cabeludo no país, quando era chefe da cirurgia plástica do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde ajudou a criar um serviço de microcirurgia reconstrutiva. Na década de 1970, Badim também atuou no atendimento a mais de 70 pacientes com queimaduras graves após um incêndio em uma unidade da Petrobras. Ele foi ainda um dos primeiros médicos do país a realizar intubação de pacientes para anestesia geral, em uma época em que os recursos dos centros cirúrgicos eram diferentes dos atuais. Agora no g1 Nascido em 1930, José Badim se formou pela Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro. Passou quase 7 anos nos Estados Unidos, onde fez residência e especialização em cirurgia plástica e iniciou a carreira acadêmica como professor-assistente da Universidade do Estado de Nova Iorque. De volta ao Brasil, foi professor da Faculdade Nacional de Medicina por 10 anos e também lecionou em cursos de pós-graduação em cirurgia plástica. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, publicou mais de cem trabalhos científicos e foi autor do livro Princípio de Cirurgia Plástica. Em 2000, fundou o Hospital Badim, na Tijuca. A instituição também passou a oferecer programas de residência médica, incluindo as áreas de Cirurgia Geral, Cirurgia Torácica e Cardiovascular e Clínica Médica. José Badim deixa a mulher, três filhos e seis netos. Segundo a família, José Badim continuava na ativa e acompanhava a equipe em cirurgias Divulgação O velório será realizado neste sábado (12), a partir das 8h, na Capela A do Cemitério e Crematório São Francisco de Paula, no Catumbi, na Região Central do Rio. A cremação está marcada para as 11h30. Em nota, a direção do Hospital Badim e a família Badim lamentaram a morte do médico. "Dr. José Badim deixa muito mais do que seu nome ligado a esta instituição. Deixa uma vida dedicada à medicina, ao cuidado e à construção de um hospital feito por pessoas e para pessoas. Ao longo dos anos, sua presença ajudou a construir uma trajetória que continua em cada profissional que passou por aqui, em cada paciente acolhido e em cada família que confiou seus momentos mais delicados aos nossos cuidados", diz um trecho do texto. O Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro (Sindhrio) também enviou nota de pesar. Leia abaixo: "Patriarca do Hospital Badim, Dr. José Badim deixa um legado que ultrapassa sua trajetória pessoal na medicina e se estende à história da saúde do Rio de Janeiro. Cirurgião plástico de reconhecida atuação, dedicou décadas à medicina, destacando-se pelo pioneirismo, pela dedicação aos pacientes e pela busca constante por conhecimento e inovação. Formado pela Faculdade Nacional de Medicina em 1956, construiu uma carreira marcada por importantes feitos na cirurgia plástica brasileira. Entre eles está a realização, em 1968, do primeiro reimplante de mão do país, além de sua atuação pioneira na reconstrução e no tratamento de queimaduras, tumores e deformidades. À frente de uma trajetória profissional de mais de seis décadas, Dr. Badim permaneceu ativo na medicina até idade avançada, demonstrando o compromisso e a paixão que marcaram sua vida profissional. Para o Sindhrio, sua partida representa uma perda para a medicina, para o setor hospitalar e para todos aqueles que tiveram sua trajetória profissional e pessoal influenciada por seu trabalho. Como fundador e patriarca de uma família que construiu uma importante história na área hospitalar, deixa também um legado de dedicação à saúde e ao cuidado com o próximo. O Sindhrio se solidariza com seus familiares, amigos, colegas de profissão, pacientes e com toda a equipe dos Hospitais Badim neste momento de tristeza, prestando sua homenagem a um médico cuja história se confunde com importantes capítulos da medicina e da saúde no Rio de Janeiro." 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.